Turma 11 – luiz de França

INÁCIA LÚCIA DE MEDEIROS –

O link do vídeo é: http://www.youtube.com/watch?v=goJ6PKER434&feature=related
Por Convergência das Mídias podem-se entender a interação e interconexão entre a imprensa, a rádio, a televisão, os telefones, os computadores e as tecnologias de rede. Ela prevê que toda a informação esteja disponível, a toda a gente, em todas as horas, em todos os lugares, em suporte digital – sob a forma de bits – onde será possível interagir com a própria informação, com o saber bem, como alcançar os centros de produção de conhecimento que lhe dão origem. As TICs constituem um marco referencial na história das comunicações e da computação, sendo que o aspecto mais relevante consiste da exploração da interatividade de uma forma sem precedentes. Isso é obtido a partir da convergência de mídias e de suportes tecnológicos. As redes de comunicação baseadas em TICs possibilitam, em verdade, extensões do falar, ver, agir e ouvir favorecendo a constituição de novas formas de expressão que garantem esteticidade à arte de comunicar. O lugar da convergência e do diálogo entre leitura e tecnologia é o espaço da cultura materializado pelos meios/suportes, nos quais os textos são apresentados ao leitor no ato da leitura. Hoje não há dúvida de que a conjugação de computadores, espaço virtual e hipertexto deram origem a um novo suporte de leitura, o eletrônico / virtual. Neste suporte, constituído na tela do computador, encontramos a escrita basicamente de duas formas. No formato texto, e no formato hipertexto, no qual o conteúdo é apresentado de forma não seqüencial, linear, o que permite ao leitor uma diversidade de caminhos para a realização da leitura de um único texto.
No momento histórico em que estamos vivenciando os avanços das tecnologias midiáticas e hipermidiáticas considerando a natural facilidade de acesso ao texto, conseqüentemente, à informação proporcionada por essa, temos a nítida impressão de estarmos diante de um conflito do qual emergem basicamente três olhares em relação à revolução do texto eletrônico e ao futuro da leitura na atual cultura midiática: Os computadores reinventarão o livro, agora, no formato eletrônico; O Livro persistirá enquanto houver leitores; estamos às vésperas de uma mudança semelhante e que o livro eletrônico substituirá ou já vem substituindo o codex impresso tal como nós o conhecemos em suas diversas formas: livro, revista, jornal? Mas o mais provável para os próximos decênios é a coexistência, que não será necessariamente pacífica, entre duas formas do livro e os três modos de inscrição e de comunicação de textos: o manuscrito, o impresso, o eletrônico. A leitura do mundo precede a leitura do texto, como diz Paulo Freire e a leitura do hipertexto é precedida por essas outras: a do mundo e a do texto. Como se vê, a tecnologia digital tem se expandido rapidamente, permeando-nos com novos formatos e possibilidades de comunicação. Hipertexto, multimídia, hipermídia passam a fazer parte da rotina da grande maioria dos profissionais e exigem que as escolas ajustem suas formas de ensinar e aprender. As novas tecnologias não foram desenvolvidas para a educação, porém, com sua crescente invasão na sociedade, passaram a invadir o espaço da escola. O estudante deixou de ser aquele que deve apenas receber os conhecimentos do professor e tornou-se sujeito da própria educação no que podemos chamar de comunidade educacional interativa. Todos os educadores deveriam, “saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” (FREIRE, 1996).
O fenômeno genericamente chamado de Web 2.0, ou a “segunda geração da internet” e o crescente acesso das pessoas à net tem triplicado a velocidade das conexões, além da nova atitude no uso das ferramentas e programas da web nos têm despertado o interesse em observar a natureza da interação/interatividade e os modos de (hiper)leituras que estão sendo efetivados neste segundo momento da web, enquanto mídia digital. Por meio desses programas, os usuários comuns participam e intervêm mais ativamente na construção da arquitetura e do conteúdo do que deve ficar on-line. A internet oferta à relação homem-máquina uma infinidade de atividades síncronas (chats, teleconferências) e assíncronas (e-fóruns, e-mails, sites de relacionamentos), complexificando muito mais a interatividade anterior com outras máquinas eletrônicas e até mesmo digitais em sua versão mais antiga. Entendemos o hipertexto on-line como um espaço virtual singular que apresenta, reapresenta e articula os recursos lingüísticos e semióticos já em circulação centrados num só lugar de acesso perceptual. Não se trata de um novo gênero de discurso, mas de uma forma outra de dispor e compor entrelaçadamente as informações expostas em diferentes linguagens. Cada linguagem que se ancora no hipertexto guarda suas peculiaridades sígnicas, mas ao mesmo tempo cede a primazia de significação para que possa cooperar com o propósito principal que é a construção do sentido pretendido pelo sujeito-enunciador do espaço virtual. Uma mudança considerável tem acontecido exatamente neste processo de construção de sentido efetuado pelo hiperleitor nos programas e ferramentas da Web 2.0. É como se o complexo processo de leitura fosse não só atualizado oticamente, mas também ‘tocado’ virtualmente fazendo crescer a cada ‘toque’ do hiperleitor 2.0. Ele parece incorporar todas as categorias de leitores já ventiladas pelos teóricos e estudiosos desse processo cognitivo. O computador multimídia reúne todas as condições técnicas e tecnológicas para convergir os dispositivos semióticos necessários à interação/interatividade solicitada pela ‘segunda geração da internet na qual se consolida a dinâmica de funcionamento do hiperleitor 2.0., que são leitores mais críticos, mais criativos e muito mais interativos. Protagonistas que atuam, montam e consomem a narrativa virtual com sabor de realidade proporcionada pelo incremento da tecnologia somada à sensibilidade humana.
Ler documentos de texto e imagens, busca rápida de conteúdo via web, Download de livros, gravadores de áudio, vídeos do youtube são algumas das tecnologias utilizadas normalmente na minha sala de aulas; cito como exemplo o filme memórias póstumas de Brás Cubas através do youtube e a leitura do próprio livro para fazer o confronto, ambos baixados na internet. Como docente devo perceber a pluralidade de cada pessoa e proporcionar a interação entre as diferentes culturas e saberes, portanto preciso criar um ambiente na sala de aula que favoreça o aprendizado, fato este que é considerado pela maioria dos educadores como um grande desafio, pois no interior de uma sala de aula estão presentes diferentes tipos de estudantes, que possuem suas peculiaridade e suas maneiras de aprender. Incorporando esta experiência, alunos e docentes podem perceber significativamente a construção da realidade que todo conteúdo midiático comporta. . Utilizando-se dos vários tipos de linguagem que a tecnologia nos oferece, poderemos promover uma intervenção social, potenciando uma educação dinâmica, cooperativa e solidária, e a partir de um conceito social de liberdade, poderemos desenvolver a imprescindível formação para a cidadania.

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