Convergência das Mídias

 Em busca do êxito na aprendizagem diariamente nós, os professores, procuramos chamar a atenção dos alunos para conteúdos e reflexões no cotidiano escolar. Nessa atividade de pesquisa no YouTube enfoquei um ponto fundamental da linguagem visual: “As cores”. Nesse vídeo elas foram abordadas num paralelo entre música e as obras de Vincent Van Gogh, compondo pensamentos “irreais” ricos de significados nas tendências estilísticas da arte do século XX, proporcionando um leque de discussões sobre: cor, forma, pincelada, composição, surrealismo, expressionismo, impressionismo, conflitos existenciais, etc. Na prática em sala viajaríamos nos acordes, com exposição do contexto da produção imagética e em seguida formaríamos uma roda de reflexão, podendo representar graficamente as conclusões dessa visualização.

A música ‘As cores’ foi composta por Dan Vallbusa e Dh Silveira interpretada pela Banda Cine causadora de febre na maioria dos jovens, em especial os da 1ª série onde trabalho, com seu figurino despojado e cabelos assimétricos encantam boa parte dos adolescentes que conheço! 

Título da fotografia: “Além da chuva”

Autora: Prof.ª Ms. Maria Adeilza

Local Fotografado: Pátio central da Escola Municipal Ver. José Sotero

  Comentário:

 O uso da imagem nas aulas de Artes Visuais se mostra essencial. Essa linguagem enfoca elementos que compõem produções plásticas, abordando especificidades e combinações estéticas dentro de cada período histórico recortado. Nessa imagem, captada com uma máquina digital (Sony – modelo Cyber-shot-10.1 mega pixels) pode-se, por exemplo, abordar vários conteúdos presentes no currículo escolar a partir da leitura de imagem. Dentre eles destaco: perspectiva (pode-se ver claramente pelos tamanhos dos bancos da praça, nos postes de luz) figuras geométricas (emoldurando a árvore na parte central, a cúpula da quadra de esporte, portas, pilares, caixa d’água, etc.)

Nas gerações passadas com poucos orelhões azuis, selos e cartas de amizade em que a interação era mínima e na velocidade das fichas e carteiros e que o mais “concreto” de convergência eram os conteúdos de matemática, com suas convergências no infinito. O natural era a passividade e reprodução de valores. Na atualidade, ao contrário, existem várias possibilidades de atuar como ser social, construindo um novo vocabulário que engloba: acessar, net, lan house, mídia, Orkut, pen drive, etc. Essas tecnologias e ferramentas estão presentes no cotidiano que, por conseqüência, são apropriadas pelos consumidores, integrando conteúdos modificadores dos modos de pensar e agir. O contorno da cibercultura se forma como força motriz para uma mudança efetiva na sociedade em que há uma nova lógica de raciocínio que prioriza participar da rapidez da onda, exposta em tempo real, possibilitando leituras diversas. Com isso, pode-se desenhar a forma da convergência delineada pela geração C: do conteúdo, da colaboração, da conectividade, da mobilidade e da ubiqüidade.

Na esfera educacional pública pode-se perceber a presença da mídia através das múltiplas tecnologias móveis e da WEB, mas ainda, anos luz de uma completa cumplicidade com os princípios inerentes a essência midiática que pressupõe o compartilhamento, autoria e (re)construção constante. Portanto, espera-se que como ser (trans)formador si e do coletivo, a figura do professor atual estabeleça um sentido coerente ao dinamismo tecnológico, orientando, inserindo essas mídias em sua prática pedagógica. 

MARIA ADEILZA PINHEIRO DA SILVA


Anúncios
  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: